domingo, 5 de junho de 2011

The world of the Hijras

Os hijras, que são os transgêneros e intersexuais MtF (Male to Female, "de Homem para Mulher", em português) da Índia, do Paquistão e de Bangladesh, ainda estão envoltos em enigma e mistério e pouco é sabido sobre eles no ocidente.
Entre os indianos da cidade de Varanasi, ao norte da Índia, rituais de castração ou de se vestir como mulher é aceito e explicado culturalmente, como entre os hijras e os jankhas. Muitos homens são castrados pelas sacerdotisas para servirem de escravos a elas, ou para ter relações com elas já que as mesmas devem permanecer virgens por toda vida. Nesses rituais de castração as sacerdotisas usam uma adaga para remover o penis e os testiculos depois de castrados estes eunucos são vestidos de mulher e marcados para servir fielmente aquela que os castrou. 
Segundo MONEY (1988), os hijras podem ser considerados tanto indivíduos pertencentes a uma casta quanto a um culto. Possuem uma deusa própria, Bahuchara Mata e pela medicina ocidental podem ser considerados transexuais masculinos
Ocidentais que lidam com os hjiras, qualquer que sejam as razões, freqüentemente tendem a exagerar a relação deles com a cultura hindu ou com o hinduísmo. Isso não é estranho, já que no Ocidente o hinduísmo tende a ser identificado com "tolerância, paciência e não-violência", enquanto que o islamismo com "terrorismo, fanatismo, opressão". Então, é fato que os europeus, os norte e sul-americanos relacionem automaticamente a questão da diversidade de gênero ao hinduísmo e não ao islamismo. Contudo, a comunidade hijra está tão enraizada no islamismo indo-paquistanês como no hinduísmo em si. Muitos deles, se não a maioria, são muçulmanos – não só no Paquistão e em Bangladesh, mas na secular Índia hindu –, e sua conexão com as dinastias islâmicas que governaram a Índia é motivo de orgulho, inclusive para os hijras que professam o hinduísmo.
Hijra é o termo mais freqüente usado para descrevê-los. É derivado do urdu, a língua poética da culturasubcontinente indiano. Outra palavra amplamente usada por eles é khusra, que vem da língua punjabi (noroeste da Índia, nordeste do Paquistão). O termo muçulmano mukhannath (ou muhannas) é também usado em certos contextos, e muitos hijras o preferem. Na literatura inglesa a palavra eunuco é mais freqüentemente empregada para se referir a eles. É correta até certo ponto, ou seja, no caso de esse termo ser relacionado ao pensamento muçulmano medieval do que significava um eunuco: que era basicamente um homem emasculado. Contudo, essa idéia pode levar a imagens enganosas de que os hijras são "homens castrados", já que em sua esmagadora maioria são transexuais, transgêneros ou intersexuais. islâmica do
Alguns hijras afirmam que sua sociedade já foi conhecida da Índia à Espanha, quando da antiga extensão do Império Otomano. Alguns outros, que fizeram os Hajj (peregrinação a Meca) insinuam uma conexão próxima entre sua sociedade e a antiga comunidade dos eunucos que guardavam o túmulo do profeta Maomé e o sagrado mosteiro de Meca. Levando isso em consideração, as comunidades muçulmanas hijras de hoje em dia são os únicos sobreviventes intactos da sociedade mukhannath islâmica medieval, tendo até mesmo ligações antigas com as tradições hindus.

Hijras na política

Na índia, uma hijra (como são conhecidos os transexuais indianos) chamada Shabnam Mausi (literalmente: "tia Shabnam") fez história por se tornar a primeira hijra a ser eleita para a Assembléia Legislativa Nacional (aos eunucos indianos só foi permitido direito de voto em 1994). No novo milênio várias hijras ganharam destaque no estado de Madhya Pradesh. Cinco delas, incluindo Shabnam, batizadas como 'paanch Pandavas' (cinco Pandavas), foram eleitas para vários quadros públicos. Kamla Jaan tornou-se prefeita de Katni, enquanto Meenabai a presidente da câmara do município de Sehora, a mais antiga entidade cívica do país.


Byeee 

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